Longe de desistir do meu cantinho… apenas em silêncio no momento.
Até breve!
Sugestão: Posts por ordem de publicação… voltar é bom.
![]() |
Longe de desistir do meu cantinho… apenas em silêncio no momento.
Até breve!
Sugestão: Posts por ordem de publicação… voltar é bom.
Publicado em Personalidades de Valor | Comentários (0)
Vale a pena conferir: http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2202/patisserie-mara-mello-verao
Quando fomos contratadas para fazer esse projeto e dar a “cara” ao novo espaço da Chef Mara Mello, eu e as arquitetas Flávia Wahba e Patsy Rieper nos deparamos com o desafio de fazer daquele espaço (de fato diminuto como citado da matéria ao lado) um ambiente à altura dos já conceituados doces do autor assinados por ela.
Mara nos apresentou, com muita propriedade como eram exatamente os seus produtos, o que esperava do lugar, e nosso encantamento foi imediato pelo preciosismo na composição das suas criações, na escolha de ingredientes e incríveis montagens, tornando tais doces de fato muito diferenciados. Com essa “quimica toda” o processo criativo fluiu muito naturalmente.
A cliente apostou e confiou no nosso trabalho de uma maneira muito tranqüila. Tecnicamente sempre objetiva e acertiva, nos deu o “Norte” para que viesse à tona nosso conceito. Posso dizer que o mesmo foi concebido à quatro mãos. Tudo ali tem o toque da Mara, sabendo exatamente a dose do que solicitar a um profissional e o que esperar dele, sempre acrescentando algo com seu senso estético apurado.
Nas vitrines, os doces são pequenos e delicados. Então apostamos na ampliação das imagens de alguns deles, pois eles seriam as obras de arte. O espelho ajudou muito a ampliar o espaço e valorizar isso.
Como a Gabriel Monteiro da Silva é roteiro certo pra nós arquitetos, eu não resisto. Mesmo comprometendo um pouquinho na dieta, é algo sagrado. Sempre que sai alguma novidade, além de passar para conferir e degustar alguma dessas delícias, levo pra casa. Essas sensações precisam ser partilhadas com quem mais amamos.
Publicado em Ponto de Vista Profissional, Publicações | Comentários (3)
” Tenho ficado a margem da vida, observando enquanto ela passa. Quero nadar nesse rio. Quero sentir a correnteza” Mamah Cheney
A força dessa frase e o efeito que me causou no momento que li o prefácio do Livro “Arquitetura de um Sonho” de Nancy Horan, foi arrebatador. Precisava saber mais dessa mulher. E mergulhei na leitura das 430 páginas devorando cada capítulo.
Vale lembrar que meu primeiro post nesse blog foi sobre Frank Lloyd Wright, arquiteto que sempre tive como meu grande mestre. Mesmo exercendo a profissao no início do século 20, revisitando seus projetos, vemos que continuam sendo atuais com sua arquitetura organica, conceitual e tão aconchegante quanto exuberante.
Falo de Frank agora, porque Mamah, a mulher da tal frase, viveu uma história de amor e cumplicidade com ele nada convencional. Já havia lido algumas biografias dele, que a citavam brevemente. Sempre focando na conturbada relaçao, já que ambos eram casados e com filhos quando se apaixonaram e enfrentaram a resistência da sociedade quando resolveram deixar suas famílias e assumir o relacionamento, e na sua trágica morte num incêndio, na casa que chamavam Taliesin que construiram e planejaram uma vida juntos.
O livro foi lançado em 2008, mas só chegou em minhas mãos via Fran Pavan (queridíssima), agora no início de 2011. Certamente nao foi por acaso, como nada é a meu ver. Só sei que o que mais me encantou foi saber que por volta de 1910, já havia uma mulher tão visionária, sensível e inteligente quanto Mamah. Como toda mulher que tem seus conflitos internos, como as escolhas que precisa fazer em certos momentos da vida como estudo, carreira, casamento, filhos, até ter ou nao ter que seguir a cartilha que nos ensinaram. E, mais, coragem para repensar uma escolha infeliz que envolva a felicidade de outras pessoas.
Definitivamente, me acrescentou muito. Calma! Não sou tão influenciável quanto possa parecer, tamanha euforia que posso transmitir. Mas o que posso tirar dessa experiencia com Mamah é que não estou sozinha! rs… Muitas vezes nestes meus 37 anos me peguei refletindo sob as minhas escolhas, em quem está inserido no meu entorno, nas pessoas que fazem parte da minha vida pessoal, profissional, que seja… Já me disseram muitas vezes que penso demais, e isso me causa uma certa angústia… mas o que posso fazer? É de minha natureza! Não posso fingir que não vejo, não sinto… Não me conformo em ignorar coisas pequenas ou coisas grandes, não importa o tamanho, importa a causa, no que reflete a consequencia do ato. E saber que sempre é tempo de reavaliar e consertar as coisas com dignidade é imensamente reconfortante.
Se faz algum sentido o jargão: “Atras de um grande homem, existe uma grande mulher“, no caso de Frank Lloyd Wraigth essa mulher se chama Mamah.
E bem que poderiam mudar esse jargão para: “Ao lado de um grande homem, existe sempre uma grande companheira (o)”
Publicado em Personalidades de Valor | Comentários (1)
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no
limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e
entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra
vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente”
Carlos Drummond Andrade
Publicado em Textos de Efeito | Comentários (0)
Quando criei o blog, tive muitas idéias, pensei em temas que gostaria de abordar, na troca de experiencias e opiniões a respeito da vida, enfim… um espaço onde existisse conteúdo e liberdade de expressão.
Passada a empolgação inicial, percebo que no decorrer desse primeiro ano, muito disso ocorreu, o que me é muito gratificante. Mas também vieram algumas surpresas que destoaram do ideário inicial. Como a falta de tempo para me dedicar como gostaria, ou quando esse me era permitido, estava tão exaurida que me fugira a inspiração. E assim foi se passando… ora ativo, ora em stand by.
Daí… eis que uma amiga ontem brincou comigo dizendo: “olha, dia 08/12 já passou… precisa atualizar aquela idade lá no perfil do blog.. 36 já eram”! Adorei a lembrança, até porque, não tenho problema nenhum com a idade e o passar dos anos, rs… O que tocou no momento da atualização, foi reler o conjunto de descrições pelo qual me defino no perfil.
Começo com a maternidade - divina, enriquecedora, mas confesso que dá um trabalho e tanto educar! Claro que o papai ajuda e muito, mas cada dia é uma surpresa! Desde pergunta difícil de responder, festinha em buffet barulhento, lembrar de alimentar os peixes, jogo da memória depois de um dia de trabalho, mas, indiscutivelmente válido! A gente acha que ensina e só aprende com os filhos (detalhe: só tenho um).
Idade e signo. Como disse, sem dramas com os anos de vida. E o e signo, se for mesmo algo a se levar a sério, vale uma olhadinha no que encontrei como definição dos sagitarianos.
Por fim, falo das minhas atividades profissionais, que não são poucas, mas que o site do escritório talvez fale um pouco por si www.lilianmelo.arq.br . Fora isso, reestruturação à vista. 2011 escritório crescendo. Que sejam bem-vindos novos membros!
Mas a questão toda é: com todas essas funções e nesse nível de exigência pela qualidade e um “existencialismo” quase que torturante, rs… Acho que posso me permitir, ao menos no blog, seguir minha intuição, não exceder meus limites físicos e continuar fazendo dele um espaço LIVRE, para postar, comentar, ou simplesmente aguardar o momento ideal para algo inspirador acontecer.
Se é um espaço para “sentir-se em casa” como encerro o perfil, na minha casa ando descalça sim. Esse é um hábito quase vital no meu cotidiano multifuncional. Talvez seja uma forma de sentir-me livre. Portanto, ao entrar aqui, sinta-se a vontade para comentar, passear, e porque nao: criticar?
Não abro mão desse meu cantinho virtual, já que me conecto com o mundo e comigo mesma. Sem cobranças. Portanto, sejam bem-vindos sempre!
P.S.: O vôo de asa delta, ilustrado lá do início, é um projeto ainda não realizado. Partilharei quando for concretizado! rs….
Publicado em Ponto de Vista Profissional | Comentários (0)
Na busca por alternativas sustentáveis, o retrofit está dentre as opções viáveis. Abaixo o link da matéria do Portal IG onde nós, profissionais, discorremos a respeito.
Publicado em Publicações | Comentários (0)
Publicado em Ponto de Vista Profissional | Comentários (0)
Se para nós adultos, é sempre um desafio lidar com nossos fantasmas interiores, imagine para um garotinho de 6 anos tentando descobrir a diferença entre o mundo real e a ficção. Começar a perceber que o único “super-heroi” real é seu papai que luta com sua “super-heroína” mamãe para lhe proporcionar o melhor em todos os aspectos. Esse garoto bem real, o Miguel, está começando a conseguir enfrentar seus medos e enchergando “uma luz”, mas não é no fim do túnel, como nós adultos diríamos, mas uma luz que acende no seu coração e que ele precisa cuidar para não deixa-la apagar. Uma simbologia que está fazendo toda a diferença em sua maneira de lidar com seus medos.
Depois de inúmeras tentativas em ajudá-lo, descobri nessa simbologia, uma ferramenta não só para ele, mas para todos, de como prestar prestar mais atenção em nossas atitudes e no que elas podem refletir em nossas vidas e na de quem nos rodeia. Por indicação de uma pessoa muito iluminada que acabara de conhecer, isso foi possível. Aquela pessoa que aparece na sua vida do nada e consegue te ajudar com uma simples e “iluminada” dica.
Falo do livro “SE LIGUE EM VOCÊ – Vol. 1″ de Luiz Antonio Gasparetto. Com uma linguagem lúdica e realista, além da ilustração maravilhosa de Kátia Botelho, toda a grafia está em letra cursiva, dando o tom humano e sensível que o tema pede. Resolvi dividir com vocês este momento e minha descoberta, porque é realmente muito diferenciado e surtiu um efeito incrível em nossas vidas, afinal, quem nunca sentiu medo?
Publicado em Mãe | Comentários (2)
Publicação Revista Decoração de Interiores VARANDA - Editora CASA DOIS – No. 06 – Agosto/2010 Projeto: Lilian Melo, Flávia Wahba e Patsy Rieper
Publicado em Publicações | Comentários (0)
Publicado em Publicações | Comentários (1)
Projeto: Lilian Melo, Flávia Wahba e Patsy Rieper
Publicação Revista - Casa & Ambiente
Cozinhas & Salas de Almoço
Ano 10 / No. 36 – Editora On Line
Publicado em Publicações | Comentários (0)
Projeto: Lilian Melo, Flávia Wahba e Patsy Rieper
A publicação da Revista:
As Melhores Piscinas
Editora On Line – Ano 8 / No. 32
Publicado em Publicações | Comentários (0)
Até pouco tempo atrás, apenas os clientes da classe A procuravam pelos serviços de arquitetura e decoração. Entretanto, devido o aumento da renda dos consumidores das classes B e C, e aquisição de novas residências e produtos móveis e acessórios, cresceu também a necessidade de personalização dos projetos arquitetônicos e da consultoria de decoração.
Atenta a esse movimento, a Lilian Melo Arquitetura vem atendendo variados clientes nesse perfil, propondo soluções de acordo com cada necessidade, tanto na elaboração do projeto ideal quanto em relação ao custo.
Segundo Lilian, em geral, os desejos desses clientes são muito parecidos, como: aproveitamento de espaço com melhor custo-benefício; tradução do desejo, muitas vezes subjetivos, em realidade; mudança de layout sem grandes intervenções (obras); reformas e modificações até complexas, mas em curto espaço de tempo; entre outras.
“O papel do arquiteto é traçar um perfil do cliente, seus costumes, hábitos familiares, perfil de cada membro da família e até grupo social (amigos, namorados(as) etc), considerando suas solicitações e os espaços disponíveis do terreno antes de reformular o projeto”, detalha Lilian, complementando que desenvolvido com olhar profissional, com base técnica e senso estético, o resultado tende a sair sempre a contento.
Entretanto, apesar de não ser o mais indicado, a arquiteta explica que a personalização, em geral, é solicitada por ambientes. “Quando penso um projeto, imagino um todo ou, pelo menos, por pavimentos ou áreas, tais como: sociais, íntimas, molhadas (banho, cozinha, áreas de serviço) e lazer. Nesse caso, procuro mostrar ao cliente as vantagens de se pensar o projeto com essa divisão de estruturas, sem perder a linguagem, mostrando a ele que é possível projetar nesse formato, mas executando em etapas, seguindo sua possibilidade de investimento ou fluxo de caixa”, detalha a arquiteta.
E é exatamente esse o ponto crucial e de maior dúvida dos clientes: o investimento. “Em geral, eles querem ter uma ideia de quanto irá gastar para realizar o projeto completo
(projeto+obra+decoração), mas tirando o valor do projeto, estipulado pelo profissional de arquitetura, os demais itens dependem exclusivamente dos desejos e dos valores que o cliente pode dispensar nessa personalização”, comenta Lilian.
Dessa forma, o cliente é quem determina 70% do investimento total, mas segundo a rquiteta, é possível auxiliá-los substancialmente nessa conta, indicando opções e soluções baratas e criativas de revestimentos, móveis e acessórios.
Personalização no ambiente corporativo
Outra fatia de mercado que passou a contar com os serviços de arquiteto é o corporativo, isso porque passou a existir uma preocupação muito maior com a apresentação da empresa e sua
identidade visual. “Além disso, é crescente também a dedicação empresarial pela qualidade de vida no trabalho, que passa, invariavelmente, pela distribuição dos espaços, móveis, acessórios, ventilação, iluminação, entre outros itens”, salienta Lilian.
Nesses casos, a percepção do profissional de arquitetura deve estar para a ergonomia e aproveitamento de espaços subutilizados, tornando-os interessantes, funcionais e, consequentemente, lucrativos.
De maneira geral, o que os clientes precisam atentar é que tanto no primeiro caso, da personalização em residência, quanto no segundo, é primordial a elaboração de um projeto. “Essa etapa garante a criação do novo ambiente de acordo com as medidas, proporções, integrações desejadas mapeadas numa única planta, evitando surpresas futuras que podem ir na contramão do que eles mais prezam: o baixo custo”, finaliza a arquiteta.
Sobre a Lilian Melo Arquitetura
Formada em Arquitetura e Urbanismo pela faculdade Belas Artes de São Paulo e registrada no CREA-SP sob o nº 5061551590/D, Lilian Melo começou sua carreira em 1989, antes mesmo de concluir a graduação, como desenhista. Após atuar em renomados escritórios de arquitetura de São Paulo, em 2001 abriu seu primeiro escritório com associados e em 2009 optou pelo vôo solo e criou a Lilian Melo Arquitetura, que traz na essência toda sua dedicação, disponibilidade, segurança e inspiração para surpreender. Mais informações: www.lilianmelo.arq.br.
Pauta postada em: 24/07/2010 14:58
http://www.comuniquese.com.br/conteudo/materia_prima/ver_materia_prima.asp?menu=MP&id_tipo=1&pg=1&id_post=166870&caller=/conteudo/materia_prima/list_materia_prima.asp
Publicado em Publicações | Comentários (1)
Na semana passada, tive a sorte de conhecer a ECOLOG - uma empresa que comercializa madeiras nativas da Amazônia extraídas de forma ambientalmente correta.
Antes de continuar, sugiro a quem ainda não viu, que role a tela e veja abaixo meu post de 31/12/2009:”Que venha 2010!” pois tem muito a ver com este encontro e minha preocupação com o tema.
Voltando a apresentação à empresa e seus produtos, de imediato fiquei interessada. A conversa foi breve, ou melhor, objetiva mas este primeiro contato com as amostras e o histórico apresentado foi suficiente para ficar muito bem impressionada.
Recebi também um primoroso material impresso, que depois, folhando com mais tempo, me veio a memória justamente o tema abordado no tal post de “ano novo” e o quanto desejei para 2010 uma sustentabilidade viável. Foi exatamente o que encontrei nos produtos oferecidos. Um cuidado enorme com o meio ambiente durante todo o processo de manejo florestal, oferecendo ao mercado uma gama de madeiras de fato certificadas prontas para o desenvolvimento de inúmeros produtos (para todos os bolsos). Para se ter uma idéia, essa variedade vai de decks modulados (vendidos na C&C), assoalhos, tacos, forros, revestimentos de parede, até casas inteiras pré-fabricadas com um sistema desenvolvido exclusivamente para o uso adequado sem desperdício de tal “jóia”. São vários tipos de madeira oferecidos, todos com certificação. 
Diante de tantas qualidades, senti um orgulho enorme em saber que se trata de uma empresa brasileira, e que este produto está sendo comercializado também no Brasil.
Agora temos uma alternativa! Fica a dica: http://www.ecologflorestal.com.br/home.av . Vale a pena ver pra crer!
Publicado em Ponto de Vista Profissional | Comentários (4)
Vejo que há uma tendência nos projetos de novos edifícios residenciais: a possibilidade de envidraçar as varandas integrando-as às salas, tornando-as parte da área útil interna. Até aí, tudo bem. Várias vezes me utilizei deste recurso (vide fotos). Mas vejo que o que seria um diferencial, parece ter se tornado quase uma “regra”.

NÃO ABRIU-SE MÃO DA VARANDA, PORÉM FOI UTILIZADO DECK DE MADEIRA NIVELANDO OS PISOS (INTERNO E EXTERNO) DANDO A SENSAÇÃO DE CONTINUIDADE
As pessoas compram o apartamento contando com esta área e se esquecem do quanto é importante ter uma área ventilada e “externa” sem ser comum a todos os condôminos. Na verdade, a varanda é o quintal do apartamento. Quando a eliminamos, temos que ter consciência do que estamos abrindo mão.
Porisso é importante refletir quais são os hábitos e necessidades da família. Tenho observado que alguns clientes querem reverter o feito depois de algum tempo morando no imóvel. Sentem falta do quintal perdido. Já outros, se mostram muito satisfeitos, pois conseguiram aumentar suas salas e aproveitam a infra-estrutura do condomínio como “quintal”.
O que gostaria de lembrar, como profissional, é que para tudo é preciso ter critério e personalidade. Não é porque “a tia” fez e ficou o máximo que você tenha que fazer também. Morar bem depende principalmente das alternativas que se adota para resolver as suas necessidades. Elas são únicas.
Mesmo com a ajuda de um profissional, é preciso saber o que é melhor para quem vai usufruir da área. Muitas vezes até deixar para uma segunda etapa a decisão de fechar ou não a varanda. Mudar-se primeiro, sentir os espaços e aí então tomar a decisão mais acertada.
Um arquiteto pode dar inúmeras soluções, mas se o cliente não tiver certo de como se sente melhor, pode não ficar satisfeito com nenhuma delas. Mais uma vez, precisamos ficar atentos às nossas escolhas.
Publicado em Ponto de Vista Profissional | Comentários (4)
Posso dizer que na linguagem de projeto que venho imprimindo ao longo desses anos todos de profissão, uso muito o recurso de caixilhos com vãos generosos tanto em altura quanto na largura deles. Para isso, prefiro recorrer aos de alumínio.
Mesmo quando o cliente tem um perfil mais conservador, sem grandes extravagâncias nas dimensões dos vãos não costumo mudar minha postura em adotar tal produto. Claro que quem dá a palavra final é quem me contrata, mas deixo muito claro os prós e contras de cada escolha.
Não tenho nada contra a caixilharia de madeira, acho muito interessante, mas não precisa ser um expert para entender que a manutenção é difícil, tem limitações quanto a vedação acústica e principalmente: VAI ACABAR!
Essa cultura brasileira de que “se temos, por que não usar e abusar?” a meu ver é extremamente equivocada. Existem disponíveis no mercado, inúmeras tecnologias desenvolvidas para que os caixilhos tenham uma vida útil maior, com facilidade de manutenção, pintura amadeirada (sim, com veios e tudo mais!) inúmeras opções de cores, temos também o PVC como opção e ainda vamos ficar insistindo num elemento cada vez mais escasso?
A ssim como o gesso acartonado (dry wall) ainda é pouco utilizado em construções residenciais, porque “nada substitui a solidez da alvenaria”, têm-se essa mania de dizer que “madeira é madeira”.
Sim, é madeira, mas e daí? Talvez, mais do que equívoco, trata-se de falta de conhecimento, pois temos cada vez menos opções de madeiras disponíveis. Agora o pior é quando o motivo é puro capricho, birra mesmo. E olha que o preço é alto, não só em custo mas também benefício.
Ainda em tempo de repensar nossas opções na hora de definir o acabamento de portas e janelas externas, consideremos a questão da sustentabilidade. Não é porque o Brasil é um grande produtor de madeira que podemos utilizá-la sem critério. Aliás estaremos sendo incoerentes e coniventes com tanta ilegalidade que envolve a extração da madeira e o reflorestamento que não corresponde ao que se permite extrair.
Podemos usar madeira sim, claro que podemos! Só não vamos nos esquecer que bom senso nunca é demais.
Publicado em Ponto de Vista Profissional | Comentários (0)
Depois de 15 dias em férias (quase) fora do ar no nordeste, muito sol, recepção perfeita e principalmente: nada de enchentes!
Os momentos menos agradáveis foram quando tive que encarar os noticiários a respeito de minha cidade. Parece muito mais triste acompanhar à distância o que acontece com São Paulo neste período de chuvas. A sensação de impotência aumenta, e quando questionada, nem há argumentos para tentar justificar o caos que se instaurou. Como falar do que há de bom, dos atrativos culturais, restaurantes, parques, se nem conseguimos chegarno horário estimado a destino algum?
Pior é que a contribuição da população para esse triste fim é muito evidente. A quantidade de lixo boiando pelas ruas, bueiros entupidos, pessoas descartando latas, papéis, objetos pelas janelas dos carros ou mesmo em suas caminhadas diárias quando se deslocam de um local a outro.
Parece tão difícil começar cada um fazer a sua parte… Procurar alguma lixeira ou guardar o lixo até chegar num local que o tenha. Educar nossos filhos. Fazer a diferença. Ou seria o mínimo? Obrigação? Cobrar das autoridades uma atitude é nosso direito, mas boa educação e bons hábitos de higiene são nossa obrigação sim. Uma não anula a outra.
No mais, além do lado super positivo, do descanso, de ver meu filho brincando com liberdade e em contato direto com a natureza, enfim, também voltei com a sensação de que estes locais turísticos são, de certa forma, alienantes para quem vive ali. Calma, eu explico! Toda aquela beleza natural, a culinária típica (que nos engorda horrores), o povo hospitaleiro e sempre em ritmo slow motion, contrasta tanto com a nossa realidade agitada, de céu sempre cinza e pessoas stressadas pelo trânsito e seus afazeres que até assusta. Isso porque nós (turistas) voltamos e eles continuam lá, com a mesma malemolência, planejando o carnaval, ouvindo e dançando músicas de conteúdo duvidoso. Fico imaginando como é a vida das pessoas que vivem nesses locais, pelo menos as que vivem do turismo. É uma realidade muito diferente, com qualidade de vida e bagagem cultural contrastando-se.
Resumindo a ópera. Foi muito bom enquanto durou, mas sou cosmopolita nata. Vou me adaptando, mas nunca deixarei de ser.
Ah! Quanto à limpeza da cidade, vamos fazer a nossa parte?
Publicado em Ponto de Vista Profissional | Comentários (0)
Me despeço de 2009 com saldo positivo.
O ano que conseguimos reagir à crise econômica que afetou o mundo. Mesmo que não definitivamente, mas a reação positiva já foi um grande ganho.
Ainda na turbulência, consegui dar um novo rumo a minha carreira abrindo novo escritório, em novo endereço, iniciando uma nova fase com a realização de antigos projetos.
Para definir o que mais desejo para o crescimento da Arquitetura em 2010, o termo é: sustentabilidade viável. Que consigamos um custo x benefício que possibilite as residências unifamiliares e projetos comerciais contarem com as tecnologias necessária para colocar em prática sua contribuição e garantir uma melhor qualidade de vida.
Muito já se avançou dentro deste tema, mas em geral aplicado em projetos de grande porte, normalmente condomínios verticais, projetos públicos de visibilidade, onde o investimento é pesado.
Algum tipo de incentivo fiscal poderia ser criado a quem optar por este tipo de construção. Profissionais trabalhando em pesquisas para minimizar os custos de quem queira investir no formato. Pessoas cada vez mais informadas das vantagens de se empregar sistemas sustentáveis em construções. Enfim, um esforço conjunto para que se torne uma realidade.
No mais, que todos tenhamos oportunidade de conhecimento, amadurecimento, prosperidade e saúde para desfrutar nossas conquistas. Quando queremos de verdade nos tornamos fortes!
Muito obrigado a todos que me acompanham! Espero por vocês em 2010! Lilian Melo
Publicado em Ponto de Vista Profissional | Comentários (0)
Arquiteto, Urbanista, Escultor e Engenheiro. Mais completo? Impossível!
Santiago Calatrava (1951 - Valencia/Espanha) é uma referência no cenário da Arquitetuta atual. O conjunto de sua obra é impressionante. Sua formação acadêmica somada ao talento fazem dele um profissional completo.
Tudo começa com croquis à mão livre, geralmente algo em movimento e relacionado a anatomia humana, animal, ou elementos naturais. A gênese dos seus projetos (seus croquis), são verdadeiras obras de arte por sí só. Quando a obra em questão é concluída (sempre com enovações tecnológicas) e comparados os tais croquis às imagens da mesma já concluída, têm-se a noção do total equilíbrio entre arte, arquitetura e engenharia. Tudo impressiona. Tira o ar.
Quem vai à Espanha, sua pátria-mãe, e visita Madri e Barcelona se depara com vários projetos seus. Impossível não identificar a autoria, uma vez que se toma conhecimento de seu trabalho. Mas não é somente a Espanha que tem esse privilégio. Seus projetos estão espalhados pelo mundo e merecem o reconhecimento que lhes são de direito.
Me recordo de quando concluí Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Belas Artes em 1997. A vontade era pegar o primeiro avião “com a cara e a coragem” e pedir estágio em um de seus escritórios (Valencia, Zurique ou Paris). Mas minha carreira já tinha um rumo traçado. Permaneci em terras tupiniquins e me tornei uma “seguidora” do seu trabalho. Acompanho com alegria a conclusão de seus projetos que, além de espetaculares são uma prova de que é possível enovar com sensibilidade.
Biografia rápida: http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_166.html
Publicado em Personalidades de Valor | Comentários (2)